E aí foi...
Acampava na região de Minas Gerais onde meu pai residia, um grupo de ciganos, que geralmente negociam e vendem objetos para o seu sustento. Das coisas que eles mais vendem e oferecem numa troca são os animais que usam em suas locomoções.
O compadre do meu pai desejava muito um cavalo mais novo, assim ele saiu para procurar um dos ciganos que percorria aquelas redondezas na intenção de propor uma barganha. Ao abordar o cigano, este lhe pediu uma boa volta para realizar a troca, pois o seu cavalo era bem mais novo.
Entretanto, depois o cigano disse bem assim:
- Na barganha se tiver defeito eu falo. O defeito está na vista.
- Examina antes, porque depois não tem arrependimento.
Depois de realizado o negócio e feito a barganha o cigano se foi, deixando o seu cavalo para o compadre do meu pai.
Ao chegar em casa feliz e satisfeito cavalgando aquele animal novo, ele tirou a sela do animal para dar-lhe água e soltá-lo no pasto. Foi quando se deu o seu espanto. O cavalo ficou parado próximo à cerca e não achava o rumo do pasto. Só assim então, ele pôde perceber que o animal era cego. E ai, foi tarde.
*JJ.Costa: Um dos criadores e principais idealizadores deste blog.
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